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Estudantes de União da Vitória conquistam 1º lugar em campeonato de robótica

Equipe Destroyers, do Colégio Sesi União da Vitória, conquistou o primeiro lugar na premiação e será uma das representantes do estado na etapa nacional, que está prevista para o final de junho

Por Redação TV Mill em 13/05/2021 às 08:48:55

Na última semana, aconteceu a etapa regional da First Lego League, maior torneio de robótica do Brasil. A equipe Destroyers, do Colégio Sesi União da Vitória, conquistou o primeiro lugar no maior prêmio do campeonato, o Prêmio Champion's Award. A equipe é uma das classificadas para representar o estado do Paraná na etapa nacional, que está prevista para o final de junho.

Nesta edição, o evento aconteceu de forma virtual. Os estudantes enviaram vídeos das suas batalhas de robôs e apresentaram seus projetos remotamente. Não por isso a ansiedade deixou de bater. "O nervosismo não mudou nada, a ansiedade no dia anterior da prova, a garganta seca na hora de apresentar o Projeto de Inovação, o coração acelerado nos rounds oficiais, a inquietação na apresentação de Design do Robô e a tremedeira na hora da premiação foi igualmente grande e marcante!", conta Sabrina Pedroso Bordinhão, aluna do 3º ano do Ensino Médio e uma das participantes do time.

A edição online também não diminuiu a sensação de reconhecimento ao conquistar o pódio. "Participar deste evento, sem dúvidas é uma sensação indescritível. Eu, como todos os outros integrantes nos emocionamos muito ao falar disso, ao contarmos como foi participar desse evento. Essa temporada foi repleta de desafios e obstáculos, até pelo momento em que estamos vivenciando. No início sofremos muito com a desmotivação, não sabíamos se iríamos conseguir superar todos os obstáculos que surgiam a cada dia. Porém, é incrível ver como conseguimos e ver esse nosso avanço como um time, como pessoas. Participar do evento foi motivo de muito orgulho para todos nós, um sentimento de dever cumprido, um mix de emoções que não cabe no peito e a cada momento que lembramos de toda nossa trajetória, escorre pelos olhos em uma forma de gratidão, orgulho!", comemora Lara Cristiny da Silva, outra participante do time e colega de Sabrina.



O projeto de inovação

Além das batalhas de robôs, os estudantes tiveram que desenvolver projetos para incentivar a prática de atividades físicas para garantir uma qualidade de vida melhor, evitar o sedentarismo e promover a saúde. A equipe Destroyers desenvolveu um projeto com foco nas pessoas com deficiência visual. "Em nossas pesquisas vimos que a maioria das academias exigem um personal trainer para os alunos com deficiência visual, assim muitos desistem pela condição financeira. Então, desenvolvemos o Guided Exercise, uma forma de exercício guiado. Funciona como um auxiliar digital para o deficiente visual e seu sistema é todo por comando de voz. A ideia é que nosso aplicativo forneça o mapeamento do local da academia, uma explicação detalhada, alerta de ajuda, palavras chaves para execução de determinadas funções (como por exemplo "iniciar treino"). Além de um sistema para quem quiser treinar em casa", conta Lara.

O plano, agora, é fazer a implementação do projeto em algumas academias e realizar simulações com usuários, através da parceria com a Adevivi, Associação de Deficientes Visuais do Vale do Iguaçu. No caso do robô, o time está estudando novamente suas estratégias para evoluir e mudar o design para um desempenho ainda melhor.


Sobre a FLL

Além do projeto de inovação, no Desafio do Robô as equipes colocam seus robôs para realizar 14 missões específicas, tais como: capturar, transportar, ativar ou entregar objetos em um tapete oficial da competição. Também são avaliados o design do robô e os core values. "O torneio de robótica é um programa internacional que desafia os estudantes a buscarem soluções para problemas do dia-a-dia da sociedade. Aplicando conceitos de STEM (Science, Technology, Engineering, Arts e Mathematics) na criação de projetos de inovação, os alunos constroem e programam robôs e colocam eles para completar missões, aprendendo enquanto se divertem. Além disso, procuramos desenvolver habilidades comportamentais, como o trabalho em equipe, colaboração, resolução de problemas e fomentar o trabalho colaborativo. Esse programa propõe aos alunos a tarefa de inventar soluções para problemas reais e permite que os jovens vivenciem um processo criativo no qual eles estão na liderança", conta Giovana Punhagui, gerente executiva de Educação do Sistema Fiep.
Lara e Sabrina são algumas das estudantes cuja escolha profissional já foi diretamente influenciada pela experiência na FLL. "As pessoas acham que por ser um ramo que envolve tecnologia, ciência, apenas nesses caminhos que a nossa carreira será influenciada. Eu descobri muitas habilidades em escrever textos, organizar documentações, outros integrantes descobriram a paixão por desenhos (realizados para os testes do robô), até mesmo edições de vídeo, roteiros...Há várias portas que são abertas com essa experiência incrível! A FLL apoia a formação e escolha da nossa carreira nos mostrando diversos caminhos a serem seguidos, sempre da melhor maneira, com novas descobertas, descobrindo os impactos de cada área", conta Lara.


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